Alto do Perdão de todos os meus pecados


Mesmo tendo acordado cedo, fui umas das últimas a sair porque, como minhas roupas ainda estavam meio úmidas, resolvi recolocá-las na secadora, o que foi excelente porque vestir as roupas quentinhas. Com isso, só fui colocar o pé na estrada às 8:00.

Queridíssimos Paulo e Regina

Enquanto arrumava a mochila, aproveitei para deixar umas coisas no albergue: as lentes de contato, a caixinha delas, o Opti-Free (o problema das lentes era ele na verdade), a tornozeleira que cheguei a usar, mas deixaram meus pés super húmidos, os protetores dos deddões que saíram do lugar com a caminhada e ficaram me incomodando, o guia que tinha levado com o meu planejamento (se planeja uma coisa, mas a prática é outra, deixei pra lá), 1 frasquinho de hidratante, outro de protetor solar e as luvas que Regina tinha me dado, não foi muita coisa, mas já é algo. Tomei café lá no albergue mesmo, comprei um café com leite (0,80€) na máquina que tinha na área de convivência, tomei minha vitamina C e comi a granola que trouxe.
No caminho para o Alto do Perdão reencontrei Regina e Paulo, andei com ela um tempo, mas logo já estava sozinha novamente.

E isso não foi a pior situação das botas

Nunca vi tanta lama em toda minha vida, as botas afundavam. Cheguei a tirar foto delas, mas não chegou a ser do pior momento de minha subida. Num dado momento fiquei presa sem conseguir me mexer, sério, foi horrível. Por sorte, Elias de SC passou em seguida e me socorreu.
A vista do Alto do Perdão é bem bonita, só não foi melhor porque o tempo estava feio. Lá tem a “Caravana de Peregrinos” um monumento feito de chapa de ferro em 1996 pelo artista Vicente Galbete. Além disso, temos uma visão incrível dos vários cata-ventos que geram a energia eólica na região.

O Alto do Perdão

A descida depois do Alto do Perdão foi outro pesadelo. Não tinha tanta lama, é verdade, mas os joelhos chiaram…
Mesmo cansada, quando cheguei em Muruzábal decidi desviar do caminho e ir até Eunate, a plaquinha indicava 2 km e pensei que seria tranquilo e, de fato, teria sido tranquilo se aquilo fossem 2 km, digo uma coisa, a métrica espanhola é diferente das que conhecemos porque aquelas 2 km pareciam mais 4 km, sério! Pode perguntar pra quem já passou por aqui.

A Eunate fechada

Como se não bastasse um caminho maior do que esperado, ao chegar lá, surpresa: fechado só abrindo 1 hora depois. Rapaz, que decepção/raiva, na boa. Dica: verifique o horário direitinho da Igreja porque não é bem assim na hora que queremos.
Quem me deu a notícia foi Marquesete que tinha acabado de chegar com Gabi. Dali seguimos juntas, pelo caminho de Óbanos. Ah, detalhe, ao sair de Eunate, preste atenção porque a sinalização é meio confusa, tinha só uma seta feita com pedras no chão, demoramos um pouquinho até identificar, de qualquer forma, é à direita. Se bem que depois ficamos na dúvida se qualquer dos caminhos nos levaria a Óbanos, quem já tiver passado por lá me contaí ou, se você ainda for e quiser fazer o teste, depois me conta.

A ponte de Puente

Chegamos em Puente La Reina e o primeiro albergue estava cheio, andamos e o segundo também estava cheio, nos indicaram um outro que ficava depois da ponte subindo a ladeira. No pé da ladeira tinha uma placa indicando 300 metros, mais uma vez, transformando para os metros que conhecemos, deveria dar uns 500 a 600 na verdade. Já estava me arrastando pela ladeira sem fim quando finalmente avistamos o albergue (8€). Chegamos às 16:00. O albergue era enorme! Não sei quantas camas, uma área comum gigante, tudo era grande ali. Posso dizer que foi o maior albergue até então.
Nos acomodamos, lavamos roupas e fomos para nosso menu do peregrino (10€): macarrão, ovo+salsicha+batata frita, Coca-cola e sorvete.
Ficamos no quaro menor que era mais quentinho porque tinha uma calefação só para ele. O hospitaleiro já tinha nos dado a dica. Por falar nele, muito gente boa, da Guatemala.
Antes de dormir, arrisquei e resolvi tomar um Lactopurga para ver se normalizo a situação.

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2 Comentários

  1. Clara said,

    19/05/2010 às 20:05

    E aí, o Lactopurga resolveu?
    E o pé, esta melhor? Realmente espero que sim!
    Mesmo lendo o blog, depois vou querer ouvir as histórias da viagem “ao vivi”, ta?

    Beijos!

    • Carla said,

      20/05/2010 às 14:04

      Relaxe que no post do dia seguinte contarei o constrangimento que passei hehehe


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