Nada como um dia após o outro

Hoje eu entendi o real significado dessa frase…
Acordei, organizei as coisas, tomei um mega-super-master-blaster café da manhã. Saí do hotel umas 8 horas. O dia estava lindo e meu astral maravilhoso! Tive certeza que Deus sabe o que faz. Eu simplesmente AMEI Logroño, curti muito caminhar pela cidade, senti uma energia bacana do lugar e das pessoas. Foi o primeiro lugar que vi não só negros como indianos, muçulmanos e orientais, achei bacana. Fiquei imaginando que, muito provavelmente, se tivesse vindo para cá ontem não teria curtido como curti. Digo não só pelo meu humor, mas, principalmente o tempo. O sol ajudou ainda mais. A cidade é lindinha e na saída dela passei por um parque sem fim. Lindo o lugar! Só fiquei impressionada com uma coisa: em plena segunda-feira no meio da manhã o parque lotado de gente se exercitando, quantidade digna de calçadão de Copacabana nos finais de semana, guardada as devidas proporções, claro.Pude entrar numa loja de souvenir para comprar meus imãs (2 imãs 6€ e 1 pin 2€), na saída, ao invés de seguir em frente na rotatória, fui para esquerda e, obviamente, perdi os sinais.

Logroño

Logroño

Parei para procurar já pensando que era o tal problema das cidades maiores mal sinalizadas. Um cara veio até mim e me perguntou se estava perdida, disse que sim e ele me indicou o caminho certo. Parece besteira, mas, especialmente, quer dizer, principalmente nas cidades grandes, o povo está pouco se lixando para peregrinos, achei a atitude bacana.
A ideia inicial era ir até Nájera, mas às 17:00 meu tornozelo começou a doer muito e acabei ficando em Ventosa, um povoado quase fantasma, juro! Tinha até umas casas meio em ruínas, mas não era nada velho não, era de abandonado mesmo. O albergue (8,50€) onde fiquei, no entanto, era uma gracinha, bem arrumadinho e modernoso, por assim dizer. O único problema é que fiquei no quarto do terceiro andar. Problema seríssimo para os joelhos nessa altura do campeonato, mas tudo bem. Lavei roupa e na hora de estendê-la contei com a ajuda de um italiano, pois não alcançava a corda. Além do italiano, conheci um finlandês que tentava, coitado, mas não entendia absolutamente nada do que falava; e um coreano figuraça. Se eu disser que conheci alguém que fala mais do que eu, quem me conhece já vai duvidar, se disser que foi o tal coreano então…

Navarrete

Até eu fiquei besta, ele parecia que não respirava, não consegui falar durante nossa “conversa”, incrível! Ele disse que eu era parecida com a mocinha do filme Love Story, pesquisando agora, descobri que é a atriz Ali MacGraw. Tipo assim, acho que os olhinhos puxados dele deve ter distorcido um pouco a coisa, mas tudo bem. Engraçado foi ele ter salientado que a personagem era italiana, foi o segundo do dia a dizer parecia com italiana. Além dele, teve um francês mala-mala-mala que ficou com um conversa insupor. Para meu azar, o francês, seus amigos e acho que todos os franceses do albergue, ficaram no mesmo quarto que eu. Deus me perdoe, mas estou pegando antipatia de francês, credo! Até o momento, são os único que não interagem em outro idioma, um inferno. Nem aderir ao ¡Buen Camino! os caras aderem pra pelo menos serem um pouco mais simpáticos, mas tudo bem, sem contar que os de hoje, em particular, roncavam feito um motor desregulado.
Na hora de retirar a roupa do varal, quem me ajudou foi um dinamarquês, acho que foi o mesmo do episódio do chulé, mas não tenho certeza. Daí vira ele e diz que sou parecida com a namorada/mulher de um brasileiro que fez intercâmbio com ele nos EUA. Às vezes cansa ter essa cara tão mundo! Achava que era ‘normal’ só na Bahia, mas tudo bem.
Jantei no Mesón, único restaurante da cidade 11€, comi: paella (bem melhor que a de ontem), frango cozido com batata frita e abacaxi.
Para você ver como são as coisas, o italiano comentou da grande quantidade de canadenses que tem encontrado no caminho e que não vê brasileiros no caminho.

A parte externa do albergue em Ventosa

Cheguei a conclusão que não tem mais desse ou daquele país, tudo depende de quando se começa, é meio que normal ficar cruzando com as mesmas pessoas e grupos e isso pode dar a sensação errada de que só tem aquele país. Na certa o espanhol do outro dia “deu azar” (azar para ele, já que pareceu estar incomodado) de só encontrar brasileiro, também, só no dia que comecei, os que conheci foram 16 e tenho certeza que tinha mais do que isso em Roncesvalles. Enfim, também não estou preocupada se tem muito desse ou daquele país, desde que não encontre pessoas como o espanhol está tudo certo.
Gastei mais 10,3€ no mercadinho do albergue com coisinhas para o café da manhã, um lenço, mais prendedores de roupa, uns creminhos para câimbra e para colocar nos pés antes da caminhada, e uma paradinha que não sei como se chama, mas que, segundo a moça do albergue dá um gás nas caminhadas, é quase um Red Bull.

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1 Comentário

  1. Clara said,

    04/09/2010 às 9:03

    Entao este eh o post no qual vc fala, negativamente, dos franceses, hein?
    Eh impressão minha ou tem um riozinho/lago no albergue de ventosa?


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