Turisgrinando

Fomos acordados ao som da pachaca (juro que entendi isso, mas pesquisando na net parece que é bachata) um tipo de arrocha da República Dominicana. Ao explicar isso, Manoel comentou que quando o albergue está fechado ele passa um tempo por lá. O cara é um figura, ficou dançando com uma alemã no meio do quarto.
Mesmo podendo ficar no albergue por conta do atestado médico, tive de sair às 8 horas para que ele pudesse arrumar o lugar. Acabei tomando café com Sue (Austrália) e Velda (Nova Zelândia) no único lugar aberto aqui no centro da cidade.
Conversei com elas sobre minha preocupação de onde continuar e decidi ir até León de trem. Quero muito ir a Finesterre e numa próxima vez faço esse trecho contínuo que pulei de Belorado à León.
Na volta para o albergue aproveitei para tirar umas fotos do lugar já que as ruas estavam desertas. Na saída do bar vi umas pessoas vestidas com roupas medievais fazendo uma filmagem ou coisa do tipo.
Fiquei na internet do albergue conversando com Manoel até a hora do almoço. Oh erro ter puxado a conversa de onde continuar minha viagem. Ele disse que não importava a Compostelana¹, que era só um papel e que eu com essa minha preocupação estava me mostrando mais uma turisgrina, também, quem mandou mostrar as trocentas fotos que tirei? Mas veja você, é muito fácil para um europeu, especialmente espanhol falar isso “você termina depois” ou coisa do tipo, eles não fazem ideia da dificuldade que é para nós nos programarmos com férias de 30 dias sem comentar a questão de câmbio que não é para qualquer um. Enfim, me arrependi de ter comentado isso com ele, até porque a conversa com Sue e Velda foi mais legal, por assim dizer. Elas estão em uma situação parecida comigo pelo menos no que diz respeito a distância para chegar até ali (mais difícil para elas do que para mim, na verdade) e Sua disse uma coisa fantástica²: ninguém nos falou para fazermos todo o caminho a pé nem que tem de ser sofrível. Se você quer saber é isso mesmo.
Para não ter que ouvir mais sermão de Manoel, sai para almoçar, mas, como ainda não estava com fome, decidi conhecer a Catedral e só tenho uma palavra para descrevê-la FANTASTICA! Como já disse antes, apesar de achar as igrejas lindas, são dois os motivos para eu não ficar pagando para passear em Igreja: 1º) sim, mesmo bla bla bla de Salvador, fazer o quê? e 2º) depois de ver tantas igrejinhas medievais lindinhas você percebe que é tudo meio que igual. Mas A Catedral de Brugos não. É uma coisa enorme, gigante, cheia de estilo, quer dizer, estilos. Muito linda mesmo!
Comprei umas coisas num mercadinho na saída da Catedral: yemas de Brugos (iguais às de Sto Domingo), uns outros doces e suco de laranja. Almocei no Estrella de Galícia³, odiei a comida, o que salvou foi o pão que, ao contrário da maioria dos lugares, era pago.
Como o sol estava quentinho resolvi dar mais uma caminhada pelo centro. Tirei mais fotos, fui ao Castillo, muito bacana a parte histórica do lugar sem contar a beleza natural do parque onde ele está localizado, tem um mirante que dá para ver a cidade toda, uma bela vista. De lá fui às Muralhas e ao Arco de San Esteban.
Na volta passei pelo albergue municipal. Engraçado foi ter pensado, antes de ver a placa do albergue, que era um lindo hotel. Como Manoel já tinha dito, de fato é um belo hotel.
Depois do “citytour”, voltei para o albergue para dar uma descansada e ficar em um lugar quentinho. Apesar de ter dado uma esquentada considerável com os 12°C que faz agora, está meio geladinho à sombra e quando bate um ventinho.

Update:
¹ Manoel sabia das coisas, viu? Não é que ele tinha razão quanto a “desimportância” da Compostela em detrimento de aproveitar o caminho? Só não me arrependo do pulo que dei até León porque tive a felicidade de compartilhar ótimos momentos com Zanza, Zé e Enedir, mas se não fosse por isso…
² Durante o caminho ouvi a mesma coisa de mais trocentas pessoas e é verdade, você não tem de fazer tudo a pé se não estiver confortável, enfim, curta o caminho, ele não tem de ser um sofrimento. Se quiser sofrer não compre bota, não fique em caminha de albergue, também já comentei isso antes. Acho que o mais importante é: ouça seu coração, ele saberá mais do que ninguém que caminho você deve seguir e de que forma seguir.
³ Depois percebi que Estrella de Galícia é o nome de uma cerveja, mas enfim, não recomendo esse lugar que tem a tal placa com esse nome e que fica numa esquina próxima à Catedral.

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1 Comentário

  1. Clara said,

    05/09/2010 às 8:57

    Kd as fotos???
    Nao entendi a parte do conselho de Manoel. Em q sentido Compostela nao seria importante?
    Beijos


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