Cruz de Hierro

Seguindo as instruções de Jerom de não madrugar (como se precisasse), tomamos café e saímos por volta das 8 horas.
Dia de grande expectativa, pelo menos para mim, porque passaria pela famosa Cruz de Ferro. Bem, o que dizer, não foi como pensei. A cruz em si é minúscula, o monte de pedra e o poste onde a tal cruz fica que são grandes. Enfim, coloquei minha pedrinha, Zanza fez um ritual em nome de um bocado de gente que pediu para ela e seguimos em frente.
Próxima à cruz havia uma placa com a informação de que Foncebadon é uma cidade medieval criada em 946. Não vou mentir que essas coisas que eu adoro no caminho, tipo, quantas águas já não passaram por aqui? O mundo mudou tanto depois da criação dessa cidadezinha…
Seguimos com uma paisagem linda, mas um caminho bem difícil. Muito sobe e desce, mas, mais do que isso, ruim de andar por conta das diversas pedras (literais) no caminho, pedregulhos, cascalho e afins. Não vou mentir que peguei umas pedrinhas, lindas! Branquinhas, vermelhinhas, um cinza com um brilho… Assumo, só gente louca numa viagem dessa, depois da Cruz de Ferro, resolve colocar pedras na bagagem.
Curiosidade 2 do dia. Manjarin é a menor cidade do mundo! Sério. Na Espanha os municípios começam com uma placa com o nome da cidade e terminam com a mesma placa, porém com uma listra no meio (tipo proibido estacionar daqui), se entre uma placa e outra tem 50 metros é muito.
Em El Acebo fomos ao bar/mercadinho de Josefa/Josefina, vale a parada.
Chegamos em Molina Seca por volta das 17 horas. Ficamos no Albergue Santa Marina (7€), coloquei roupa para lavar (2€).
Quando paramos para jantar, encontramos um casal do Ceará (Dácio e Nilsa). Eles pegaram a credencial com Inês do RJ. Por falar em Inês… Alfredo do albergue reconheceu o símbolo da AACS e perguntou por ela e, olha que gozado, comentou que tem passado poucos brasileiros por lá (vá entender).
Passei numa farmácia para comprar umas coisinhas (curativo e sabonete que esqueci em Foncebadon), me pesei e continuo com o mesmo peso, pensei que tivesse emagrecido por conta das calças folgadas.
Comemos no Casa de Jamon (14€). Não pedimos o menu do peregrino, optamos pelo filé de terneira com salada e batata frita, estava uma delícia!
Fiquei chateada porque não comprei meus ímãs nem pins por aqui, Nilsa estava com uns bem bonitinhos e diferentes, mas comprou quando chegou e quando lembrei já estava tudo fechado.
Enedir tem máquina Sony também e trouxe o cabo. Consegui baixar umas fotinhas, só as dos 3 primeiros dias, terminei já no breu do albergue, fui obrigada a deitar.
A coisa chata do dia: Zanza perdeu o diário dela. Me deu uma dó, vocês não fazem ideia do que é perder o diário aqui. Não é nem apego nem nada, é que de fato perdemos um pouco da noção de tempo, a memória falha legal e é a forma que temos de deixar registradas as vivências, os nomes das pessoas, dos locais. Falo por mim que já não tenho memória boa e que anda bem ruim por aqui, tadinha…

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