Encontros e Desencontros no Caminho

Dormi muito mal. Gente, calor, calor, calor! Pensei numa pessoa que em poucos dias não dormiu por conta do frio e agora não dorme por conta do calor, coisa de maluco!
Tomamos café no albergue (3€), saí para tirar umas fotos da cidade com esperança de achar alguma coisa aberta e comprar os tais pins e ímãs, mas foi em vão, quero prova esse pessoal levantando cedo no interior da Espanha, piada!
Zanza ainda chateada com a perda do diário (com razão) foi com Zé e Enedir de táxi refazer o caminho de ontem para ver se encontra o caderninho.
Decidi seguir em frente e combinamos de nos encontrar em Ponferrada.
Estava tranquila até chegar em uma bifurcação sem sinalização já próxima da cidade. Dei sorte porque um casal estava caminhando com um cachorrinho me orientou, foram tão solícitos que faltou só me deixarem na porta do albergue onde tinha combinado de encontrar o pessoal.
Chegando no lá só encontrei Enedir que contou que não acharam o diário e que não sabia o que iam fazer depois dali. Zanza e Zé tinham ido nos Correios despachar umas coisas.
Não esperei por eles porque decidi que ia comprar um tênis. Descobri que tenho uma pisada muito defeituosa, ortopedista assim que chegar ao Brasil! Agora você me pergunta: Tênis? E a bota? Respondo: havia optado pela bota porque seria impermeável, como molhou meus pés não faz mais sentido para mim já que é pesada pra caramba.
Comprei na loja do Sr. José Blanco. Ele trabalha com os filhos, todos muito simpáticos. No final (se deixasse passava o dia lá conversando), de deram uma cabaça, um dos símbolos dos peregrinos, de presente.
Ponferrada, como toda cidade grande por onde passei, é mal sinalizada, mas as pessoas são muito simpáticas e solícitas. As crianças foram algo a parte aqui. Um gurizinho fofo que passeava com a mãe fez questão de me cumprimentar e, depois disso, cruzei com um passeio escolar. As crianças de várias idades, com no máximo uns 7 anos, estavam com a vinheira de peregrino de papel no pescoço, quando passaram por mim algumas diziam “Buen camino, peregrina”, umas gracinhas! Devia ter mais de 50 crianças e agradeci a todas. Sabe-se lá que passeio era aquele, mas foi bem bonitinho!
Parei em Columbriano para descansar. Não importa o que calce, o pé dói. Pelo menos o tênis é mais leve. Fiquei com uma dor no joelho, mas imagino que tenha sido resultado das descidas bizarras de ontem.
Conheci 2 norueguesas quando parei para comer um sanduíche em Fuentas Nuevas. Elas começaram dia 1º de Maio em SJPP e até agora conseguiram fazer 100% caminhando.
Andei 23,680 km mais o rolé que dei em Ponferrada. Não sei como consegui chegar em Cacabelos, estava mancando, o joelho doendo horrores. Não resisti e acabei ficando em um hotel porque era mais perto que o albergue, o preço estava bom e o café da manhã era bem cedinho.
Depois do banho fui ao albergue municipal, mas, por algum milagre, não havia nenhum brasileiro. O trio deve ter ido pra frente.
De lá fui procurar um local para comer. Foi difícil, mas acabei comendo num lugar que servia massa, pedi um com frutos do mar, o erro! Horrível!
Voltei para o hotel e fiquei, literalmente, de pernas pro ar para descansar.

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