O pé deu uma trégua e segui…

As meias não secaram, que tal? Pense em minha angústia… Pedi para Adelina me emprestar o secador de cabelo, mas ao invés disso ela preferiu me dar uma meia, não pense que foi mega boa vontade não que não foi, na verdade eles desligaram o aquecedor o que poderia ter resolvida a questão e ela estava com receio de queimar o secador, justo, mas acabou que sobrei com uma meia velha e fina. Rezei para não ter problemas, mas, graças a Deus, nem tive.
Reencontrei o alemão (não lembro o nome dele) da foto do peixe de Foncebadon.
Algumas bizarrices do dia. Na hora de meu lanche da manhã, como de costume, parei em um bar em A Calzada, juro que ia sentar, lanchar e tudo, mas, sabe-se lá porque, perguntei primeiro do carimbo, ela super “gentilmente” respondeu que era só para clientes e emendou “vai querer alguma coisa?” “no, gracias”. Depois fiquei me perguntando se o fator de ter só três gatos pingados tinha relação… Andei mais um pouco em um outro local lotado e sem frescura com o carimbo. Tinha achado que essa seria a pior do dia, mas depois vi um albergue que cobrava 0,20€ pelo carimbo, piriaí?!?!
Havia planejado ir até ponte Campaña-Mato ou Casanova, mas cheguei super cedo e com o pé firme forte decidi continuar até Melide.
No km 57 parei para descansar os pés e aproveitei para comer um sanduíche de queijo com tomate.
Fiquei no albergue provisional para esse ano Jacobeo de 2010 (5€). Gostei muito da organização, aqui também teve colcha e fronha descartáveis. Conheci uns espanhóis Sandra (a cara de Roberta de SCS) e Antônio conterrâneos de Pablo, de Santander. Eles me convidaram para me juntar ao grupo deles e colocar umas coisas para lavar. Fomos nós três atrás de uma lavanderia. Na volta vi uma cena fofinha que fiquei com raiva de mim por não estar com máquina na hora, o velhinho com o jegue e o cachorro que havia cruzado no Caminho estava andando na cidade, até aí tudo bem, o fofo foi o cão em cima do jegue sentadinho, a coisa mais tchuca.
Parei em um mercadinho porque tinha decidido comer no albergue, pois tinha visto uma cozinha. Ainda bem que tinha optado por uma sopinha (sim, a temperatura voltou a cair nesses últimos 3 dias) e só comprei sopa Knorr, pão, suco e umas coisinhas pro café da manhã. Digo ainda bem porque quando cheguei no albergue, apesar de ter cozinha super modernosa não havia utensílio algum. Acabei comendo num bar/restaurante em frente de um casal de velhinhos. Perguntei o que tinha para comer e quando ela me disse que tinha arroz com carne os olhos brilharam, pedi um combinado disso com salada e uma Coca (7€). Quando chegou o prato, decepção! Era tipo uma paella/risoto, arroz com açafrão, carne e alguns legumes, mas não era qualquer arroz, era bem aguado, empapado que me lembrou o que minha mãe comprava na feira para a mistureba dos cachorros, pronto, era quase aquilo que ela dava para os cachorros só que com açafrão. Devo dizer que a fome é de fato o melhor tempero que existe, quer dizer, como tinha tomate e alface temperadinhos e a carne antes de se misturar com o arroz foi fritinha, até que estava bom.
Ah, uma constatação. A velhinha do mercadinho quis saber se eu entendia galego, disse que não, ela me olhou meio assim, enfim, devo dizer que é difícil de entender o povo da Galícia, estava ruim em Lugo e só fez piorar em La Coruña que aqui para eles é A Coruña, afff…

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