Pensei que perderia o dente

Hoje foi um dia meio saco. Pra começar, tomei café da manhã no bar de Seu Pablo e Dona Alda (mesmo lugar da janta de ontem), ele começou a falar e eu dizer que não estava entendendo e não vi nenhum esforço dele para que eu entendesse também, tomei antipatia. Brasileiro deve ser mesmo o povo mais imbecil do mundo, porque quando um turista vem pra cá ficamos parecendo uns idiotas tentando fazer com que se sintam bem, nos arriscamos (se não conhecemos) o idioma deles e quando estamos na posição de turista percebo que a recíproca não é verdadeira.
Andei um pedaço com o pessoal de Santander, falamos sobre o banco, política, copa do mundo, olimpíadas… caminhada super cabeça. Riram quando falei do símbolo do banco que parece um coco e disseram que o serviço deles é uma droga mesmo, nenhum deles tinha conta nele.
Hoje estou mal de horário e valores porque passei por um momento um tanto quanto traumático. Quando estava em Arzúra, depois de meu lanche fui mascar um chiclete e sabe-se lá como bati em meu dente e começou a sangrar, senti ele meio mole, achei que perderia o dente, tive um crise de choro no meio do nada, não sabia se voltava pra cidade mais próxima ou se continuava, enfim, pense no estresse…
A sorte foi que no meio do caminho em uma lanchonete reencontrei as curitibanas e uma delas é médica. Mostrei para ela minha boca, ela disse que eu não me preocupasse que estava tudo no lugar e recomendou que eu colocasse gelo. Elas estavam saindo quando eu cheguei, foi uma pausa importante para eu me acalmar.
Quando voltei a caminhar voltei a encontrá-las fazendo piquenique. Bete me contou que conheceu os canadenses e que Ron disse que eu era a embaixadora do Brasil no Caminho pela simpatia e conversa com as pessoas, um fofo!
Me separei delas e fui até o Albergue Santa Irene. Conheci Maria de A Coruña (não me acostumo com esse A), Jesus e Janete de Caracas além de Pilar de Cordoba que deve ter ficado meio puta da vida quando perguntei como funcionava essa coisa da siesta, mas veja você, eu passando quase um mês pelo país, tudo bem que cidade pequenas, mas mesmo assim, tudo fechado e a outra se ofende. E olha que perguntei numa boa, curiosidade mesmo, até para não ter esse preconceito, e tal. Enfim, aos desavisados, segundo ela essa coisa de siesta rola sim, mas é mais em cidades pequenas ou comércios familiares, essas coisas e claro, nos finais de semana. Garantiu que nas grandes cidades isso não existe, é mito. Ela disse, vou acreditar.
jantei lá no albergue mesmo: sopa, merluza, pêssego com abacaxi em caldas e água.

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3 Comentários

  1. Clara said,

    06/03/2011 às 5:24

    Vc, embaixadora por causa da simpatia?!? Hum… Sei…
    E o dente, espero q não tenha mais incomodado! Já bastam os pés!!

  2. Carla said,

    07/03/2011 às 19:55

    Acho que está masi para tradutora do caminho, ela não deve ter entendido direito =P
    Quanto ao dente foi mais o susto e o estresse mesmo.


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