Comprinhas finais

Aproveitando o feriado de São Jorge aqui no RJ, fui a Salvador e aproveitei para fazer umas comprinhas finais para a viagem.
Comprei um dedal para proteger meus dedões dos pés, um tubinho recortável para evitar o atrito entre os dedos, um adesivo para colocar caso haja bolha. Além disso, me dei ao luxo de comprar um massageador. Pensei: “vai pesar um pouco mais a mochila, mas nada que interfira na dor das costas, como ele vai ajudar a aliviar as dores então vale a pena”. Para finalizar, comprei um daqueles protetores que se coloca no vidro do carro. Essa foi mais uma dica de Inês pois, por ser isolante térmico e super levinho é o substituto ideal para aqueles colchõesinhos que o pessoal costuma utilizar.

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Teste com a mochila

Aproveitei o feriado de ontem para caminhar mais uma vez. Dessa vez tomei coragem e vergonha na cara e levei a mochila que está pesando mais ou menos 7 kg. Não está com o peso ideal já que recomendável seria 10% de meu peso, quem mandou emagrecer…
Aproveitei e já fui com a roupa que pretendo andar lá também. Da vez que fui com o pessoal na Mesa do Imperador, senti na pele essa questão da roupa inapropriada. Dica para quem estiver nessa etapa de preparação: usar roupas que pretende levar. Isso porque a recomendação é de se levar o mínimo e esse mínimo tem que ser perfeito para não causar transtornos lá na hora.
O local escolhido dessa vez foi a Lagoa Rodrigo de Freitas. Foi engraçado. Minha amiga ficou tirando sarro de mim porque parecia um ET destoando dos demais “atletas” com suas roupinhas leve de corrida e caminhada.
Percebi que, obviamente, andar com a mochila faz toda diferença, especialmente no dia seguinte, a lombar doeu. Acredito que só sentirei as pernas nas subidas como foi o caso da Mesa do Imperador, pois, tanto ontem como no domingo, mesmo tendo andado mais, foi tranquilo. A bota pegou onde já estava pegando, mas acredito que não terei problema porque o local já está mais grosso, ganhei um calo no lugar da bolha por assim dizer.
A decepção do dia foi o pedômetro que comprei: z.u.a.d.o! Fui comprar o mais barato que vi e me dei mal. Não comprem o Geratherm, não vale nada, o que é uma pena porque agora não poderei medir meu caminho para saber quanto de fato percorri, mas tudo bem. Em meus futuros posts usarei o Google Maps como referência mesmo não sendo 100% chega perto. C’est la Vie!

Mosteiro de São Bento

Depois de muitas tentativas sem sucesso, finalmente consegui ir em minha segunda caminhada com o pessoal da AACS. Como o Parque da Tijuca está interditado por conta do aguaceiro que caiu sobre o RJ nos últimos dias, fizemos o caminho alternativo: Zona Sul até o Mosteiro de São Bento no Centro da cidade (ida e volta). O resultado foi bem menos cansaço que da outra vez (bem menos subida também) e duas bolhas (1 em cada dedão). Que inferno isso agora, quarta andarei novamente, com a mochila dessa vez e só com a meia grossa. Acho que vou comprar aqueles negócios de silicone que coloca no dedão pra ver se melhora. 14 dias antes da viagem e já me questiono se não é melhor levar tênis… Socorro!

Mais uma vez não sei como fazer para ter certeza da km, o google diz 13,1 km e meu pedômetro menos de 4 km. Tudo bem que o google muitas vezes é impressivo, mas nunca tanto assim. Acho que meu aparelhinho está com problema, saco!
PS1: Ao passar pela Cinelândia vimos Lázaro Ramos gravando não sei o que. Paramos e vimos a gravação. Na claquete não tinha o nome da produção. Gravaram a cena 3 vezes, se um dia a vir, lembre-se de mim, é assim: ele está na praça e diz olhando para a câmera “eu também já pensei em ser dançarino”, faz um passinho com uns figurantes e pronto! Ok, curtinho eu sei. Torcer para que isso pelo menos não fique de fora da produção.
PS2: Passamos pela feira que rola todo domingo na Glória. Recomendo para quem não conhece. Uma pena não ter ido lá antes, agora compras só quando voltar de viagem. Nunca comi uma melancia tão doce em toda minha vida(toda ela e não só a ponta).  Óbvio que não falta pastel e caldo de cana para a alegria dos atletas. Sim, não foi só nossa turminha que estava se exercitando, na volta vimos uma galerona de ciclista repondo as energias.

Devo não nego…

Prometi levar um bolo na casa de Inês no dia de meu aniversário e acabei não levando. Acabei não levando na caminhada da Mesa do Imperador também. Por isso resolvi fazer essa gracinha e levar na reunião da AACS desse mês. Fez sucesso, todos adoraram!

Mesa do Imperador

Hoje acordei e fui me encontrar com o pessoal da AACS para fazermos o caminho da Rua Pacheco Leão até a Mesa do Imperador. Inês havia me dito que era um bom treinamento para quem vai começar o Caminho de Santiago em Sait-Jean, são 6 km de uma subida, especialmente o trecho inicial.

O Google Maps mostra 5,4 km, mas um cara que foi com um pedômetro na caminhada anterior, marcou 6,4 km. O fato é que foi um belo de um exercício: 6 km para subir e 6 km descer em 3 horas. Quem acha que pra baixo todo santo ajuda está enganado, a descida não é tão fácil assim. Deve-se ter um cuidado especial com os joelhos.
Sabe aquela impressão de quando fui na AACS? Esqueça. A turminha de mais idade me deixou no chinelo. Tenho muito o que melhorar meu preparo físico.
Essa caminhada foi o primeiro teste da bota que comprei. E, apesar de não ter apertado meu pé mesmo depois da inchada que ele deu, tive um princípio de bolha no dedão direito e uma parte mais sensível no 2º dedo do pé esquerdo. Já sei que deverei colocar esparadrapo na próxima caminhada.
O pessoal fez piquenique na Mesa do Imperador, mas nem fiquei já que tinha de voltar pra casa porque larguei André dormindo em casa.
Próximo final de semana deve rolar outra caminhada, não sei se a mesma com o trecho estendido ou um trecho mais plano. Vou esperar e me planejar para ir porque, depois de hoje, tenho muito o que treinar.

Aniversário

Hoje é meu aniversário e veja como sãos as coisas (parte 2).
Segunda-feira escrevi para Inês da AACS para avisar da lanterninha que não estava funcionando e para pedir uma nova credencial já que decidi que sairei de Saint Jean Pied Port na França e não mais Roncesvalles como de início. Ela marcou para hoje receber uns peregrinos lá na casa dela. Ela disse que tinha um casal que iria no mesmo dia que eu e que poderíamos dividir o taxi, essas coisas. Na verdade ela se confundiu já que o casal em questão irá em Junho. O legal foi saber que eles irão começar o caminho no mesmo dia que chegarem e dormirão em um albergue 8 km depois de Saint Jean Pied Port. Achei a ideia ótima já que evitar fazer o pior trecho de 26 km de uma vez só.
Inês passou um filme pra gente bem bacana que mostrava o Caminho feito de bicicleta por Renata Falzoni. Foi bom para ter uma ideia do terreno que iremos enfrentar, mas ao mesmo tempo deu um frio na barriga e aquela coisa “será que o tempo vai dar?” Inês até sugeriu que um trecho após Léon poderia ser feito de ônibus já que não tem muito o que se vê. Levarei isso em consideração se o físico/tempo apertar.
Devo aproveitar e dizer que Inês é um caso a parte. Uma pessoa extremamente simpática, solícita, atenciosa e muito carinhosa. Havia dito a ela que hoje seria meu aniversário e fui recebida com parabéns, pudim com velas e flores. É ou não é uma fofa? Ah, sem contar Selma a irmã dela que é outra simpatia em pessoa. Acho que passei um dos mais agradáveis aniversários dos últimos tempos. Conversa boa, vinho, risadas, boa companhia. Curti muito. O bom disso tudo é que sinto que esse é o espírito peregrino. Se continuar assim, tenho certeza de que só coisa boa que aguarda. Combinei com elas a minha primeira caminhada no próximo domingo: 6 km de uma subida casca grossa para já ir me acostumando.

Veja como são as coisas…

Ao ler diversos blogs sobre as experiências das pessoas no Caminho de Santiago uma coisa me deixou intrigada e porque não dizer curiosa. Todo mundo fala de uma experiência única, o chamado do caminho, dele prover tudo como tem de ser e coisas do tipo. Sinceramente não sei se é viagem do povo que já está mais pra lá do que pra cá de tanto cansaço por caminhar tanto ou se te falo rola uma parada mágica, pessoal e intransferível. Como só saberei quando estiver lá, ficarei com a pergunta até chegar a hora, ou não. Mas tenham certeza que conto o que de mágico acontecer…
O fato é que hoje aconteceu uma coisa que achei no mínimo curiosa. Ontem resolvi calçar a bota que comprei no sábado e achei uma coisa estranha. A bota da Nômade é toda acolchoada dentro, super macia e confortável, tem umas espuminhas na dobrinha do pé para dar apoio, é bem gostosinha. Acontece que no pé esquerdo eu estava sentindo mais a espuma do que no direito. Já achei que era defeito da bota. Pra completar o cadarço de uma era maior que a outra. Hoje fui na loja para trocar, eu crente que estava com defeito. Experimentei todas as outras da Nômade e o mesmo problema. Estava meio assim… Pedi para experimentar uma Snake e, não é porque é o dobro do preço não, mas não curti. Até porque tenho de preservar meu pé e teria comprado se fosse confortável, mesmo pagando o triplo. Acontece que, ao contrário das botas da Nômade, a palmilha dela é dura feito um pau, sem contar é muito mais pesada. Fiquei num dilema: uma que meio que me deixou noiada com a espuma ou a outra nada confortável. Resolvi abstrair e fiquei com uma outra Nômade que não tinha experimentado no sábado, muito mais leve que qualquer outra que peguei e/ou experimentei.
Saí da loja e fiquei pensando no meu pé. Sério, se você começa a ler sobre bolhas, ferimentos que impede a pessoa de concluir o caminho e outras aberrações já fica meio assim. Qual não foi minha surpresa quando eu comecei a prestar atenção em minha pisada. Favoreceu muito eu estar com uma sandália da Side Walk que tem uma mini espuma na palmilha. Estava acontecendo a mesma coisa. Ou seja, o problema era o meu pé! Fiquei superfeliz, afinal, não importasse que bota comprasse, ia ter essa diferença. E veja como são as coisas. Já tinha olhado a etiqueta da outra bota, mas não tinha visto o site da Nômade. Dessa vez eu vi e entrei para ver as botas, fiquei muito curiosa com a diferença de peso. Qual não foi minha surpresa/espanto/felicidade quando li na descrição da bota que havia pego minutos antes: “Inspirada na grande caminhada de Santiago de Compostela…”. Na mesma hora tive certeza de que havia feito a escolha certa.
Parece besteira, mas vai ver já foi o guia dos peregrinos atuando para que o MEU caminho seja menos penoso. Ou já sou eu impressionada com a magia da coisa, sei lá, vá saber…

Equipamentos

Ontem aproveitei o cancelamento de minha viagem a SJC e fui providenciar as coisas que estavam faltando (praticamente tudo).
Quando você vai fazer compras, especialmente as de valor elevado, é normal você fazer pesquisa de preço. Antes de ir na Rua da Alfândega aqui no Rio, dei uma olhada na internet para ter uma ideia do quanto iria gastar. A primeira loja que fui foi a Sub Sub por indicação de uma senhora da AACS. Confesso que não curti o atendimento não, muito provavelmente porque o cara sabia que estava fazendo pesquisa e quem não faz? A pesquisa não pode se tornar compra? Enfim, achei bizarro.
Esse atendimento ficou ainda mais bizarro quando fui à loja que fica do outro lado da rua, a AS Drivers. João, o vendedor que me atendeu, é a simpatia em pessoa. E ser simpático trabalhando sábado de manhã não é pra qualquer um.
Depois de preencher minha listinha, comprei umas bugigangas que Dai havia pedido e fui em uma outra loja que estava na lista, mas estava fechada. Acabei voltando para a AS Drivers, não só pela simpatia do vendedor, óbvio, mas porque estava com os melhores preços e ainda conseguiu desconto de mais de 10%. Achei um bom negócio se comparado com a loja que tinha ido anteriormente e a pesquisa feita na internet. Recomendo a quem for comprar esse tipo de coisa: pesquise porque além da diferença de preço tem uma infinidade de marcas, enfim…
Acredite se quiser, com as compras de ontem e mais umas besteiras que comprei hoje, conclui a minha mochila. Como forma de ajudar aqueles que procuram informação sobre o que levar, bem como nota mental de relevância para minhas próximas aventuras, colocarei a lista das coisas que compõem a minha, linda, diga-se de passagem, mochila.

  • Mochila – Seguindo a recomendação de levar 10% de meu peso, optei por uma mochila não muito grande. Comprei a Futura Pro 34 SL + 5 l da Deuter. Se for para fora do país ou se alguém puder trazer, opte por adquirir isso fora, porque os preços aqui são fueda. Fica a dica! Voltando a minha mochila… Essa daí é especial para as mulheres, não aparece na foto, mas tem até um elástico de cabelo com uma florzinha super fofa. O carinha da primeira loja teve a cara de pau de dizer que era uma detalhe a diferença para a dos homens: uma curva por conta do seio, mas aquilo não era nada demais. Oi? Ele deve ter tido isso porque não tem um e olhe que nem tenho lá uns peitchão para falar, mas mesmo assim. Só para sentir o naipe do cidadão. Ao colocar as minhas coisas constatei que o tamanho foi mais do que suficiente com espaço até para alguma quinquilharia que queira adquirir durante ou depois da peregrinação.
  • Bota – Calcei algumas e devo dizer que a maioria é durona e pesada. Sem contar que, no meu caso, ainda tem um agravante: meu pé, apesar de muito lindinho, é do estilo largo, aí já viu. A única que ficou bem confortável em meu pé, é macia, não aperta no lado e tem um solado mais leve do que a maioria foi a Nômade Finisterre. Farei agora o “amaciamento” dela para ter certeza que não terei surpresas desagradáveis no caminho.
  • Casaco – Optei pelo Thermotex Gazelle da Trilhas e Rumos Preto. Ele é de fleece, o que é bom já que esquenta e não ocupa muito espaço.
  • Saco de dormir – Como irei na primavera, optei pelo Nautika Micron X-Lite que aguenta até 5ºC e tem um peso razoável.
  • Canivete – Na verdade nem é chamado de canivete já que é um jogo de talher+saca-rolha (que a turma da AACS diz ser imprescindível)+abridor de lata. Da Nautika, bem compacto.
  • Pochete – Com uma mochila desse tamanha você poder estar se perguntando: pra quê? Para ter mais praticidade. Escolhi a Enduro da Trilhas e Rumos porque tem um tamanho bom e porta garrafinhas na lateral.
  • Calça-bermuda – Optei por 2 da Curtlo. Essas calças são bacanas porque além de possuem um tecido leve e fácil de secar, viraram bermuda o que é bem prático conforme o dia vai esquentando mais.
  • Meia – Comprei 2 grossas da cinza Selene e 2 finas da Solo Veloce que promete deixar o pé sequinho e com isso ajuda a evitar bolhas.
  • Boné – Air da Kailash porque, apesar de ter uns aqui em casa, esse daí tem aquelas telas que favorecem a ventilação e óbvio que optei pelo da cor clara.

No próximo post colocarei todos os itens que compõem tanto a mochila como a pochete.

Update:
No final acabou que comprei um casaco na vibe do Brasil na Copa do mundo, espero que seja suficiente.

Credencial de Peregrino

Hoje fui pela primeira vez à reunião do AACS – Associação dos Amigos do Caminho de Santiago. De cara já indico, a quem se animar em fazer o caminho, dar uma olhada no site e ir a uma das reuniões.
Enquanto esperava a reunião começar, fiquei observando as pessoas que já estavam lá e as que chegaram depois. Me veio a ideia de fazer meio que um passo a passo para os que resolverem encarar a aventura. Darei minha percepção sincera (as usual) sobre tudo que acontecer a respeito. Logo de cara eu digo: só tinha gente mais velha, mas quando digo mais velha é mais velha mesmo. Pensei, talvez de forma preconceituosa, reconheço, “ah, beleza, se essa galera consegue, por que não vou?”. Boa parte já fez o caminho mais de uma vez até. Dois pontos devem ser levados em consideração: 1) o ponto de partida é variável. Alguns já vão começar no meio do caminho que farei ou farão caminhos mais curtos mesmo. E 2) muitos são aposentados e vão fazer a caminhada no maior sossego, 2 ou 3 meses. Não gostei desse meu preconceito, mas, por outro lado, não quero estar errada. Sei que não será fácil, mas espero que não seja algo sofrível. Minha intenção é fazer todo o caminho a pé mesmo, mas já li relatos de peregrinos com a mesma intenção que, na hora do sufoco, foram obrigados a pular umas etapas. O legal de escrever essas coisas agora aqui é justamente essa: mostrar minha expectativa, planejamento versus o que escreverei lá na frente. Farei um comparativo para saber o saldo final dessa empreitada. Voltando à reunião de hoje… Nessa reunião peguei a minha Credencial de Peregrino, na verdade foi um kit que o pessoal da AACS montou para todos que estão planejando ir por agora. Não encontrei ninguém que vá no mesmo período e caminho que eu. Um dos itens que faz parte do kit é a Vieira. Eu, toda lesada, já tinha ouvido falar, mas nem sabia do que se tratava. Detalhe que em vários sites tem a foto da conchinha, mas não tinha ligado o nome à “pessoa”. Com relação à vieira, tivemos dever de casa. Como forma de manter esse ciclo de boa ação e receptividade para com quem está viajando, cada um que vai, se puder (o bom senso recomenda que sim!) traga uma para a AACS passar a diante. Agora, pra dizer a verdade, não entendi muito bem o significado dela, mesmo assim, vamo que vamo e que a vieira me acompanhe.
Recebi um Tau também que a ignorontona aqui não sabia o significado, mas aprendi com o papelzinho explicativo que o acompanha. Só coloquei um de seus significados que tem mais a ver com o contexto. Vamos lá para o mico Carla de ser número um (e a viagem nem começou). Agoniada como sou, comecei a mexer em tudo que estava no kit, peguei o Tau e dei uma pega leitura dinâmica fail e me voltei para o objeto. Como pode ter observado na leitura, ele vem com 3 nós cheios de significado, pergunto: o que foi a pessoa que vos escreve tentando desatar os nós (sem conseguir óbvio!) achando que o cordão tinha se embolado e dado o nó sozinho? Só eu mesma, ainda pensei “aff, o povo que fez nem esticou a paradinha…” e no saquinho do kit ele estava impecável. Vou te contar, shame on me!
Depois da reunião, uma das voluntárias mostrou como arrumar a mochila e o que era preciso levar. Achei bacana e bem útil. Aproveitei para comprar umas coisas que o pessoal disponibiliza como forma de ajudar também a associação que é sem fins lucrativos. Achei que era uma boa já que todos ali já tinham feito a caminhada (os da AACS) e sabiam o que era bacana ou não (assim espero). A minha lista de compras foi a seguinte: 2 camisas dry-fit, 1 necessaire com gancho de cabide, 1 toalha de secagem rápida feita com tecido de fralda e uma mini-ultrapequena-minúscula-lanterna-chaveiro. Achei o preço razoável sem contar o “me ajeita qu’eu te ajeito”, saiu por R$ 87,00.
Quando cheguei em casa, porém, dois problemas: veio uma camisa de manga comprida no lugar da curta e a lanterna não estava funcionando. Isso é o de menos, depois ligo lá e peço pra trocar.Comecei a separar algumas coisas que já tenho aqui para ter uma ideia de volume e peso, oxála que não passe os 10% de meu peso. Estou quase me arrependendo de ter perdido meus quase 10 kg (brincadeirinha!). Nessa de mexer nas coisas em casa, percebi que basicamente o que falta são os equipamentos mais caros e isso me assusta porque, pela prévia na internet, o bicho vai pegar. Mais é isso aí, quem mandou nunca ter se embrenhado pelos matos do mundo? Encararei como um investimento, afinal, pelo que percebi, essa coisa das caminhadas (Santiago e outras) acaba pegando, só para Santiago são vários caminhos e um que me atraiu, para quem sabe 2021, foi o Português, quem sabe…

A Caminho de Santiago

Hoje um grande passo foi tomado para a realização de um grande sonho: fazer o Caminho de Santiago de Compostela. Vontade sempre tive, mas nunca me programei de fato para a realização da façanha. Sabe quando dá aquelas 5 minutos, você resolve e pronto? Foi o que aconteceu, especialmente depois de pesquisar e ler que esse ano é um Ano Santo Compostelano (depois só em 2021)¹. Achei que era um sinal junto com tudo mais que estava passando pela minha cabeça. Good vibration assim logo de cara, tinha de aproveitar! A passagem já está comprada e os preparativos já começaram. Sim, afinal quem me conhece sabe que gosto de programar tudo direitinho, especialmente quando terei apenas 30 dias para percorrer os 741 km que ligam Roncesvalles a Santiago de Compostela. Essa é uma das opções do Caminho Francês que, infelizmente, por estar a pé, não começará na França. Seriam uns 50 km a mais em uma região mais montanhosa, enfim, deixa pra lá. O percurso que farei, pelo que vi na internet é um dos mais tradicionais. Preparem-se para os relatos pré, durante* e pós aventura.

¹ É considerado o Ano Santo Compostelano todo aquele em que o dia 25 de julho, dia do martírio de São Tiago, cair em um Domingo. Além destes, em ocasiões especiais, pode ser declarado um Ano Santo Compostelano extra, como já ocorreu, por exemplo, em 1885 e em 1938. O Ano Santo Compostelano, portanto, não só é frequente, como é o mais antigo que o conhecido Ano Santo Romano, que foi decretado pela primeira vez no ano 1300. Tradicionalmente, durante o Ano Santo Romano estão suspensas todas as outras indulgências não ligadas diretamente à cidade de Roma. Porém, por sua importância, a única indulgência que jamais é suspensa é aquela relacionada à peregrinação a Santiago de Compostela. 2010, portanto, é um Ano Santo Compostelano e os próximos serão: 2021, 2027, 2032, 2038, 2049, 2055, 2066, 2077, 2083, 2088, 2094 [Fonte: http://www.caminhodesantiago.com/walter/anosanto.htm%5D
*Acho difícil escrever no blog durante o caminho, diria até que impossível. Farei as anotações das lembranças que julgar importante para que não deixe passar nenhum detalhe.